A
artrite reumatóide, a doença reumática mais intrigante e grave, pertence aos casos
acima mencionados.
Em 1949, na Real Sociedade de Medicina em Londres, o
endocrinologista Dr. Raymond Greene, irmão do escritor Graham Greene e que havia
trabalhado com Ungar, elaborou relatos sobre uma série de pacientes com artrite
reumatóide que ele havia tratado com 2% de procaína.
Foram tratados em vários níveis de doseamento e de
grupo de doze, nove apresentaram resultados que foram da melhoria ligeira até à cura
temporária.
Ao comentar estes resultados (e aqui tenho de
parafrasear a sua formulação técnica) o Dr. Greene disse que as melhorias clínicas da
artrite reumatóide resultantes da administração da procaína têm a sua origem na
activação de hormonas anti-stress da pituitária e das glândulas adrenais, tal como
sugerido pelo trabalho do Dr. Ungar, então a procaína seria possivelmente um substituto
seguro da cortisona e do ACTH, substâncias perigosas com efeitos secundários
imprevisíveis.
O meu uso pessoal e limitado da procaína (que é a
designação britânica para a Novacaína) em cinco casos, leva-me a pensar que estamos
perante a substância que procurávamos para a clínica geral de hoje em dia; um activador
suave da pituitária e das glândulas adrenais que ajudam o corpo a vencer a batalha de
adaptação ao stress quer a batalha se manifeste em artrite reumatóide, asma,
eczema, enxaqueca, úlcera gástica ou duodenal ou apenas fadiga, e a infelicidade
associada ao envelhecimento.